Mundo Canino

Saiba mais sobre a relação entre os gatos e a Toxoplasmose

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Escrito por Rosangela Ribeiro

Chamada por algumas pessoas pelo triste apelido de “Doença do Gato”, a Toxoplasmose ainda é uma doença cercada de mitos quanto à sua infecção, principalmente quando se trata da participação dos gatos. Muitos permanecem com a crença de que a proximidade com felinos de origem desconhecida representa um alto risco de contração da toxoplasmose.

Essa informação equivocada, e infelizmente, já disseminada na sociedade, certamente configura um dos grandes motivos que acarretam em abandono, maus tratos e principalmente, o aumento do preconceito em relação aos felinos. O fato, por exemplo, de a Toxoplasmose trazer implicações sérias para o feto quando contraída durante a gravidez alimenta ainda mais reações negativas em relação aos animais, que, apesar de serem os principais hospedeiros, na verdade, o contato com estes animais representa ameaça praticamente nula de transmissão da doença. Por isso, a WSPA traz algumas informações a fim de esclarecer o real papel dos gatos como hospedeiros desta zoonose.

A Toxoplasmose e os gatos

A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre tanto no homem, como em animais de companhia, de produção e silvestres. O Toxoplasma gondii possui três formas infectantes em seu ciclo de vida: oocisto, bradizoítos contidos em cistos, e taquizoítos. É na primeira forma – os oocistos – que os felinos têm sua participação.

Apesar de gatos e outros felinos serem os hospedeiros definitivos (ou seja, somente neles haver a reprodução dos parasitos), menos de 1% da população felina participa da disseminação da doença. Eles só podem transmitir a toxoplasmose através de suas fezes, meio pelo qual expelem os oocistos (ovos) da toxoplasmose, provenientes da ingestão dos cistos que ficam no tecido de animais como ratos e pássaros.

Mesmo assim, estes oocistos só podem infectar uma pessoa ou outro animal se eles estiverem “esporulados”, ou seja, estiverem expostos a temperaturas acima de 36Cº por mais de dois dias, para poder esporular e, aí sim, se tornarem infectantes. E o mais importante: para transmitir a toxoplasmose, este oocisto deve ser ingerido. Portanto, o simples contato com o animal, com seu pelo, ou até mesmo com suas fezes “frescas” são insuficientes para levar a uma infecção por toxoplasmose – razão pela qual as infecções por contato direto com gatos excretando oocistos são extremamente improváveis.

Em geral, os gatos defecam e enterram suas fezes em terra fofa ou areia. A menos que o gato esteja doente, pouco ou nenhum resíduo fecal fica aderido à região perianal. Isso se deve aos seus cuidadosos hábitos de limpeza.

 

Principais  Sintomas nos animais:

Nos gatos, a doença é pouco freqüente e os sinais clínicos são muitas vezes inespecíficos e difíceis de identificar.

Os sintomas mais freqüentes da doença no gato incluem a depressão, anorexia ( falta de apetite ), febre, efusão peritoneal ( acumulo de liquido no abdômen ), icterícia ( mucosas amareladas )  e dispnéia ( falta de ar ). Podendo causar também alterações oftalmológicas como uveítes e em fase mais avançada sintomas neurológicos como convulsões, tremores, paralisias.

  • Formas de transmissão

A via mais frequente da transmissão da toxoplasmose ocorre por meio da ingestão de carnes cruas ou mal cozidas, ou ainda verduras mal lavadas, recém-colhidas em um pasto aberto. A infecção pela carne pode dar-se ainda pela manipulação da carne crua, ou contato com superfícies contaminadas de preparação de alimentos, facas e outros utensílios.

Os grupos populacionais mais expostos ao risco de infecção por Toxoplasma são as crianças de baixa idade e as pessoas que não apresentam sorologia positiva para toxoplasmose, principalmente quando manipulam carnes e produtos cárneos crus.

  • Formas de prevenção

Para prevenir-se da infecção por toxoplasmose, são recomendadas ações simples, como:

– Manter boa higiene e lavar as mãos depois de manipular aqueles alimentos crus
– Todos os utensílios e equipamentos que entram em contato com carne crua devem ser cuidadosamente lavados com água e sabão

– A medida preventiva mais importante consiste no cozimento adequado: os cistos morrem se a carne for inteiramente submetida a uma temperatura acima de  65ºC e mantida nessa temperatura durante 4 a 5 minutos
– A rotina de sempre lavar as mãos antes de se alimentar deve ser adotada. Luvas devem ser utilizadas quando houver a necessidade de se trabalhar com terra ou areia, pois podem estar contaminadas com fezes de gatos
– Os gatos domésticos devem ser mantidos no interior de residências com o mínimo de contato com o meio externo ( para evitar que cacem ), com alimentação controlada e a oferta de ração ou alimentos que sofreram tratamento térmico adequado

 

– As fezes dos gatos e o material de forração de seus leitos devem ser eliminados diariamente, antes que os oocistos tenham tempo de esporular.

– Quando se utilizam caixas de areia para a defecação dos gatos, estas devem ser tratadas periodicamente com água fervendo, para destruir os oocistos eventualmente existentes.

– Os tanques de areias para recreação de crianças devem ser cobertos quando não estão em uso, ou cercados de modo a impedir o acesso de gatos.

– Combater vetores mecânicos (insetos, principalmente baratas), pois eles também são responsáveis pela contaminação de produtos de origem animal e vegetal

E uma observação muito importante: não existem impedimentos para que pessoas imunocomprometidas (como portadores de HIV por exemplo) e mulheres em gestação possuam gatos, desde que todas as medidas básicas de prevenção citadas sejam realizadas.

 

 

 

 

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Você sabe o que é cinomose?

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A cinomose é uma doença que acomete apenas os cães, causada por um vírus muito comum no Brasil e pode ocorrer em animal de qualquer idade. No início da infecção, pode ser observada somente febre acompanhada também de vômito e diarreia.

Depois disso, surgem os sinais respiratórios como tosse e dificuldade de respirar, além de conjuntivite. Após este período, o vírus atinge o sistema nervoso central, podendo causar sinais neurológicos como convulsões e mioclonias (contrações involuntárias).

A transmissão

Acontece normalmente, por meio do contato direto com outros cães infectados que estão eliminando o vírus nas secreções, como saliva, secreção ocular e nasal, na urina e nas fezes.

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O tratamento

O cuidado se restringe em tratar as doenças associados à doença como pneumonia, infecções oportunistas, vômitos e diarreias além do controle da dor e das convulsões. Infelizmente não existe tratamento curativo e contamos somente com a imunidade do animal e do tratamento de suporte para enfrentar a doença.

Caso o animal responda bem ao tratamento é possível conseguir a cura, ficando ou não com algumas sequelas (como convulsão, tiques nervosos, manchas nos dentes etc).

Prevenção

O método mais eficaz de prevenir a doença é com a vacinação que deve se iniciar com 45 a 60 dias de idade e depois com reforços anuais. Evitar que o animal tenha contato com animais de origem desconhecida também ajuda.

Lembre-se: a cinomose é uma doença grave e muito comum que pode ser facilmente evitada com a vacinação. Não deixe de vacinar seu animal!

 

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Gripe canina: entenda mais sobre este problema

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Frio intenso, ventos gelados e – ora sim, ora não, um solzinho esperto para aquecer parte do dia. Com esta oscilação de temperatura, não há organismo que resista. Mas, você sabia que cachorro também pega gripe?

Nós, humanos, não sofremos sozinhos no inverno e os pets podem sim ser acometidos por gripes. Quando ficam no frio ou com pêlos úmidos, os cães podem começar a espirrar, tossir bastante, ter febre e até vomitar. Além disso, a doença contagiosa baixa a resistência do animal e pode desencadear outras enfermidades respiratórias.

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Por isso, se você tiver mais de um cachorro em casa, é importante manter aquele que estiver doente num lugar reservado enquanto é tratado! Basta levá-lo ao veterinário para saber exatamente quais remédios podem curar seu pet. Mas, atenção! Caso não seja tratada, a gripe pode levar o cão a um quadro de bronquite ou até pneumonia.

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Vale reforçar que prevenir é melhor que remediar. Por isso, o ideal é vacinar seu cachorro contra gripe canina antes que ele fique doente. O custo da vacinação costuma ser bem menor do que os gastos com medicamentos para que seu pet se recupere e fique saudável novamente.

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Será que meu cachorro está com febre?

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Assim como nós, os animais também estão sujeitos a ficarem doentes ou indispostos, principalmente durante os dias mais frios do ano. Mas, como saber o momento certo de levar o pet ao médico veterinário? Já que ele não sabe falar o que está sentindo, cabe ao dono ficar atento a cada atitude do bichinho de estimação. Além dos exames de rotina e as consultas habituais, verifique o comportamento dele.

Analisar partes do corpo do animal também poderá te ajudar. Veja só:

Olhos: Eles devem estar claros e brilhantes e jamais conter secreção e inchaço. Abaixando a pálpebra inferior é preciso que você veja se a parte interna está rosada. Caso não esteja, saiba que pode ser sinal de anemia. Verifique também se o seu animal conta com manchas brancas ou embaçamento na parte escura dos olhos.

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Orelhas: Examine tanto a parte interna quanto a parte externa, verificando se há ou não falhas ou crostas nos pelos, o que pode indicar a presença de fungos, ácaros ou bactérias. É interessante lembrar que um ouvido sadio não sofre com odores e nem secreção, e ao notar um cheiro nada agradável, algum tipo de secreção ou que seu animal balança constantemente a cabeça, é preciso levar ao Médico Veterinário para que o mesmo faça um correto diagnóstico e a prescrição do tratamento ideal para seu pet.

Focinho: Normalmente, o focinho deve estar frio, úmido e sem secreção, exceto em dias quentes porque o animal pode transpirar pelo focinho.

Boca: Levante os lábios e analise a boca por completa. Verificando a gengiva, pois ela deve estar com aparência rosada e sem palidez, caso contrário, este poderá ser também sinal de anemia.

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Pelagem: Veja se há falhas no pelo e se o seu animal de estimação coça demasiadamente. Caso não haja a presença de pulgas e carrapatos, estas falhas podem ser causadas por sarnas, fungos ou alergias.

Patas: Procure por parasitas nas patas, além de certificar de que não há machucados e feridas tanto na parte dorsal quanto na ventral, nas laterais e entre os dedos.

 

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Inverno: seu cãozinho merece cuidados especiais

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Na semana passada, você conferiu aqui no blog como cuidar do seu passarinho durante o inverno. Hoje, a nossa dica são os cuidados com os cachorros nos dias de frio, a fim de melhor manter o seu bichinho de estimação saudável:

Pelagem – Se você é adepto dos sistemas de banho e tosa oferecidos por pet shops, evite que o animal tenha o seu pelo tosado durante o inverno.  A dica é prepará-los antes mesmo de a temperatura cair, deixando que sua pelagem cresça naturalmente.

Roupas – Aos cães que possuem a pelagem mais fina, recomenda-se o uso de roupinhas específicas para seu tamanho para garantir que o seu corpo fique sempre aquecido.

Já os de pelagem mais espessa sofrem alguns incômodos provocados pelo uso das roupas caninas. Assim, avalie em quais condições é realmente necessário vesti-los contra o frio.

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Na hora de passear com o seu cachorro, os cuidados devem ser redobrados com a sua saúde, visto que as chances de contrair resfriados e problemas ósseos ou articulares são ainda maiores.

Siga as nossas dicas e garanta uma vida harmoniosa entre você e o seu bichinho de estimação em qualquer época do ano.

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Coprofagia: conheça e veja como tratar


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Pode parecer nojento, mas muitos cães desenvolvem o hábito de ingerir fezes.  Apesar dos donos ficarem horrorizados, preocupados e com muito asco, para o cão, as fezes podem ser saborosas ou divertidas, uma forma de ajudar a descarregar a ansiedade e até chamar atenção.

Se o seu animal passa por esse problema, fique de olho no que preparamos para você. É preciso entender o assunto para saber como lidar com a situação dentro de casa. As dicas a seguir servem tanto para evitar que o comportamento comece quanto para controlá-lo.

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Gostoso, será?

Por mais incrível que pareça, há cães que gostam do sabor de algumas fezes, como a de cavalos, gatos e até humanos. E mais: são bastante saudáveis. Se você ficou chocado, saiba que a justificativa vem do ponto de vista nutricional, uma vez que, quase sempre, existe algum alimento não totalmente digerido nas fezes.

Contudo, existem ainda cachorros com problemas digestivos e deficiências nutricionais, o que pode alterar o apetite deles. Há também aqueles que não digerem completamente o alimento e defecam fezes com mais restos de gordura e de proteína, ou seja, que são mais atrativas.

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Comportamento

Comer fezes pode, em muitos casos, ir além do lado nutricional e chegar ao lado comportamental. Alguns cães brincam com as próprias fezes e acabam comendo pedaços delas. Normalmente, isso ocorre com os filhotes, porém há adultos que continuam com o hábito por toda a vida.

Na maioria das vezes, essa conduta também é mais comum em cães que ficam presos em locais pequenos ou que dormem perto de onde fazem as necessidades fisiológicas. Por isso, uma boa saída é manter o ambiente limpo, livre de fezes e de urina. Procure também posicionar a caminha, o comedouro e a água do filhote no canto oposto ao do “banheiro”. Outra dica é oferecer brinquedos e fazer mais atividades físicas com seu cão, já que poderá ajudar a evitar a insistência em usar fezes para a diversão. A ansiedade é outro fator, geralmente por solidão ou falta de atenção de seus donos (ansiedade de separação).

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Dica da Vila: ao perceber a ação, procure um médico veterinário para avaliação de eventual deficiência nutricional ou digestiva. O ideal é que as fezes sejam encaminhadas para análise com o intuito de detectar se há restos de proteína e de gordura ou para verificar se há deficiência de determinadas enzimas. Vale reforçar que o problema pode ser tanto do cão “comedor de fezes” quanto com o cão que produziu as produziu, por isso, leve os dois animais para uma consulta médica.

 

A próxima semana começa com notícia boa!

Vai perder?!