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Lambedura Excessiva

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Atualmente, observa-se cada vez com mais frequência a presença dos animais de companhia nos lares das famílias brasileiras – o Brasil ocupa a 2ª posição mundial dentre os países com maior população pet -, contudo, a rotina familiar, principalmente nas áreas urbanas, pode trazer dificuldades para a relação entre os tutores e seus animais de estimação. Cabe ressaltar que o Brasil é o 5ª país no mundo com a maior jornada de trabalho da população, ou seja, não acaba sobrando muito espaço ou tempo para os pets.

Dentre os vários problemas que a solidão, o tédio, a restrição à liberdade e a ansiedade por separação podem causar nos pets, vale ressaltar os mais comumente reportados pelos tutores como comportamentos inapropriados, tais como destruição de móveis, defecar/urinar em local inapropriado, aumento do nível de estresse e, por vezes, a lambedura excessiva de uma parte do corpo.

A etiologia da lambedura excessiva é multifatorial e bastante complexa. Uma das teorias para o surgimento da lambedura em excesso está relacionada com a rotina dos proprietários, que exige que os animais fiquem sozinhos por longos períodos, recebendo cada vez menos atenção.

A lambedura excessiva é uma forma de “alívio” para os pets, pois provoca a liberação de opióides endógenos, trazendo uma sensação de prazer, o que acaba resultando num ciclo vicioso. Esse comportamento pode resultar no desenvolvimento de uma área de alopecia (falta de pelo), que pode acabar por desenvolver infecções locais e evoluir para quadros mais graves, como lesões ulceradas e firmes de difícil cicatrização.

Lambedura

Baseado no histórico e na sintomatologia clínica acredita-se a que a lambedura decorrente do tédio seja um modelo de distúrbio obsessivo-compulsivo e encaixa-se dentro da classificação de dermatite por lambedura de caráter psicogênico.

Vale recordar que a lambedura é um sinal multifatorial de característica extremamente complexa na dermatologia de pequenos animais, com isso, ao observar esta sintomatologia recomenda-se sempre levar o animal ao médico veterinário.

Dentre as diversas e mais complexas etiologias que podem resultar na lambedura excessiva, como crescimento desordenado de bactérias ou leveduras, alergias a ectoparasitas e/ou alimentos, há outra etiologia da lambedura, conhecida como psicogênica, dentro da qual se observa a ocorrência de lambedura excessiva sem uma causa “aparente”, podendo ser desencadeada pela falta de atividade, falta de enriquecimento ambiental, solidão, restrição de liberdade, entre outros.

Algumas sugestões para minimizar essas situações desafiadoras consistem em melhora do manejo ambiental e comportamental por meio da realização de passeios com mais frequência, aumento do nível de interação social do seu animal (seja com humanos ou com outros animais), evitar o confinamento prolongado (jaulas pequenas, canis), e condicionar o animal para sua saída, estimulando-o a ocupar-se com outras atividades.

A correção desse distúrbio envolve diversos fatores, porém o ponto chave é por meio da correção do fator desencadeante. Nos casos em que a lambedura excessiva seja de caráter psicogênico comportamental, recomenda-se a consulta de veterinários especialistas em comportamento animal.

Uma importante ferramenta auxiliar para casos de animais com distúrbios comportamentais decorrentes de ansiedade de separação, falta de atividade e tédio, pode ser o uso ambiental do análogo sintético do odor materno (Adaptil™) visto que esse produto ajuda os cães a se sentirem seguros e protegidos no ambiente.

Adaptil é uma réplica sintética do odor materno canino e pode ser utilizado no ambiente por meio do Difusor ou Spray. Esse odor é espécie-específico, ou seja, somente os cães conseguem detectar no ambiente, não sedativo, não tem contraindicações se associado com qualquer medicamento e sem efeito em pessoas ou outros animais na casa.

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Vem aí o Parada PET / Campinas

Parada Pet

A Ceva participará do primeiro Parada Pet em Campinas no dia 25/06. É um evento realizado pela EPTV de Campinas e será um encontro de pets e seus donos. Contará com várias atividades e prestação de serviço. Será montado um ambiente recreativo com brincadeiras, apresentação de agility (corrida de obstáculos), desfile de premiação dos pets e exposições de fotos. O evento será das 08h00 às 17h00, no estacionamento do Galleria Shopping.

No dia do evento, a Ceva estará com um estande para divulgação da linha de produtos. 

​A 1º Parada Pet contará com o serviço de microchipagem, que consiste no registro de gatos e cachorros no sistema de cadastro da Prefeitura de Campinas. Nesse dia, dedicado aos pets, também haverá castração, vacinação (anti-rábica e V10), além de orientações de saúde, alimentação, medicação.

Feira de adoção 
Para quem deseja levar um “amiguinho pet” para casa, o Grupo de Apoio Voluntário aos Animais Abandonados (Gavaa) organizará uma feira de adoção no local.

Campanha
A 1ª Parada Pet contará também com uma campanha de arrecadação de rações para cães e gatos, que será revertida para a Associação Amigos dos Animais de Campinas.

Serviço
O Galleria Shopping está localizado na Rodovia Dom Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis.

http://institucional.eptv.com.br/televisao/noticias/NOT,0,0,1252114,EPTV+realiza+a+primeira+edicao+da+Parada+PET.aspx

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Dermatite Alérgica

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O prurido é uma das razões mais comuns pelos quais os proprietários levam os animais para o consultório veterinário. Sabe-se que o prurido é uma sintomatologia multifatorial de afecções dermatológicas subjacentes, com ou sem lesões primárias.

Atrelado ao aumento da proximidade entre os humanos e os animais observou-se um aumento na incidência das dermatopatias nos animais domésticos, principalmente de caráter alérgico.

Dentre os distúrbios dermatológicos, as dermatites alérgicas, piodermites, distúrbio seborreicos, dermatose imunomediada e dermatose de origem endócrina são algumas das afecções cutâneas mais relatadas pelas clínicas de pequenos animais.

As dermatites alérgicas são os quadros mais frequentes relacionados a prurido em cães, sendo a dermatite alérgica à picada de ectoparasitas (DAPE), a hipersensibilidade ou alergia alimentar (DAA) e dermatite atópica as mais importantes.

A dermatite atópica é definida como um distúrbio genético relacionado à resposta inflamatória exacerbada e tendência ao prurido, cujas características clínicas estão associadas com a resposta aos anticorpos da classe IgE, mais comumente dirigidos a alérgenos ambientais.

O diagnóstico diferencial entre as dermatites alérgicas pode levar mais de 2 meses, sendo considerado um diagnóstico complexo, como podemos observar no infográfico ao lado.

As dermatopatias ocorrem por defeitos na barreira cutânea, a qual está munida de diversos sensores térmicos e forma uma interface psicossensorial. Para a pele desempenhar todas as suas funções sua integridade precisa ser preservada.

Quando a barreira cutânea está danificada a pele fica mais sensível à penetração de alérgenos, com isso garantir a barreira cutânea saudável é essencial para reter a umidade, manter a microbiota normal, realizar a renovação celular adequada e evitar a penetração de alérgenos.  Comumente animais com quadros alérgicos apresentam prurido de leve a intenso, o qual serve como um sistema de alarme efetivo para reestruturação da barreira cutânea.

Ao observar qualquer sintomatologia dermatológica, recomenda-se levar o animal ao médico veterinário especialista para realização do diagnóstico e do plano terapêutico.

 

 

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Gastroenterite Parasitária – Trichuris vulpis

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As gastroenterites parasitárias ou também conhecida popularmente como “verminoses” constituem um problema na clínica de cães e gatos pela sua alta prevalência e por serem, algumas delas, consideradas zoonoses. Os principais helmintos de interesse médico veterinário podem ser divididos em dois Filos – o Filo Nemathelmintes, que compreende os nematódeos, e o Filo Platyhelminthes, formado pelos cestódeos e trematódeos.

Os diferentes helmintos que causam verminoses podem se alojar e migrar para diferentes tecidos e órgãos na sua fase adulta, havendo assim diferentes manifestações clínicas.

Dentre essas endoparasitoses, há o T. vulpis, considerado como é um verme grande, que, quando adulto mede de 4,5 a 7,5 cm e habita o intestino grosso, T. vulpis não é considerado como uma zoonose porém é de notória importância na clínica de pequenos animais devido a sua abrangência geográfica  especialmente em locais de clima úmido e quente. Sua transmissão se da através da via fecal-oral (solo e águas contaminados com os ovos do parasita) e devido a alta resistência dos ovos do T. vulpis, podem permanecer viável durante anos em local com boa umidade e proteção de radiação solar.

Endoparasitose causada por T. vulpis muitas vezes são leves e assintomáticas, porém nos casos de infestações maciças, a verminose pode causar alguns danos à saúde dos cães, como apresentação de um quadro de dor e distensão abdominal, diarréia aquosa, com presença de muco ou sangue, perda de peso e desidratação. O quadro ainda pode ser mais severo em animais jovens com alta contagem de parasitas, podendo evoluir para um  quadro de prolapso retal.

O diagnóstico é estabelecido mediante a comprovação da presença de ovos típicos nas fezes de cães por provas de flutuação fecal.

Para prevenir uma essa endoparasitose recomenda-se a avaliação periódica de exames de fezes pelos veterinários além da vermifugação trimestral a base de vermífugos de amplo espectro que combatam esse nematódeo, e por fim,  melhorar as condições ambientais mediante a eliminação adequada dos excrementos para evitar a contaminação da água e do solo.

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Toxoplasmose x Gatos

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Toxoplasmose é um parasita intracelular obrigatório de distribuição global, que acomete diversas espécies na escala zoológica. O protozoário Toxoplasma gondii tem como hospedeiro intermediário os seres humanos, cães e demais animais de sangue quente e hospedeiro definitivo os felídeos.

A toxoplasmose é uma zoonose de grande importância na saúde pública, onde se estima que 1/3 da população mundial esteja infectada cronicamente com o parasito. A maior preocupação na saúde pública reside no fato desta zoonose está relacionado com alterações neonatais. A transmissão do T. gondii pode ocorrer de três formas: Fecal-oral, através da presença de oocistos liberados por gatos infectados em água contaminada, no solo, areia, frutas e verduras, outra forma de transmissão é através da ingestão de oocistos onde ocorre principalmente no consumo de carne crua ou mal cozida contendo oocistos do T. gondii e por fim pode-se haver também transmissão transplacentária.

O felino é considerado como hospedeiro definitivo desse protozoário eliminando altos títulos de oocistos nas fezes quando infectados, porém essa eliminação dos oocistos ocorre na forma não infectante, onde os oocistos que dependem da temperatura e umidade se esporulam (evoluem) para forma infectante em até 3 dias.

Apesar dos gatos serem responsáveis pela transmissão da doença por eliminar os oocistos nas fezes, o ser humano raramente adquire a toxoplasmose pelo contato direto com felinos. As formas mais comuns de humanos adquirirem a doença é pelo consumo de carnes cruas ou mal cozidas, frutas, verduras e através da ingestão de água contaminadas.

Os oocistos esporulados podem sobreviver até 18 meses no ambiente em condições adversas e são bastante resistentes a detergentes.

A fim de evitar que os felinos liberem oocistos no ambiente recomenda-se não alimentar os gatos com produtos cárneos crus ou mal cozidos, dessa forma o protozoário não consegue concluir seu ciclo, além de manter a caixa de areia sempre limpa evitando assim a esporulação de um suposto oocisto liberado pelos felídeos.

Para os humanos alguns cuidados básicos devem ser seguidos para evitar a doença, evitar carnes crua ou má cozida e evitar ingestão de alimentos que não foram previamente higienizados.

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Música para gatos?

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A música sempre esteve onipresente na sociedade humana, onde às primeiras imitações sonoras do homem da pré-história, foram unicamente através do som dos movimentos corporais acompanhados de sons vocais. Com o passar dos anos houve um avança nas músicas, acrescentando as melodias, harmonias musicais e diversos instrumentos. Atualmente a música está difundida por todos os 193 países existentes, classificada em diversos gêneros musicais.

Dentro de cada gênero musical, há algumas características específicas em cada um deles, como: acalmar, entusiasmar, entre outras, características capazes de mover e moldar o comportamento humano. Do ponto de vista físico, a audição humana é limitada aos sons compreendidos por aqueles gerados por fenômenos vibratórios que estejam entre a faixa de 20 a 20.000 oscilações por segundo. Devido à ciência existente por trás da música e influência nos comportamentos humanos a música começou a ser estudada e utilizada na medicina veterinária.

O aumento de gatos como animais de companhia é um fenômeno mundial e a inclusão de um novo membro ao lar pode implicar em algumas mudanças comportamentais. Atualmente sabe-se que os sentidos dos felinos são extremamente aguçados, principalmente a visão, audição e o olfato. Sabendo que a audição felina tem um alcance de 30 a 45.000 Hz, pesquisadores iniciaram uma série de estudos para saber o quanto a música poderia influenciar o comportamento desses felinos.

Dr. Snowdon, autor do artigo “Cats Prefer Species-Appropriate Music”, em seu estudo afirma que cada espécie tem uma resposta biológica intuitiva aos sons baseados em seu desenvolvimento cerebral e vocalizações. Neste estudo Dr. Snowdon realizou uma avaliação entre músicas gênero espécie-específico para gatos com músicas que moldam o comportamento humano (principalmente música clássica). O estudo demonstra o quanto músicas espécie-específicas com o compasso e o tempo da música correto podem auxiliar no enriquecimento comportamental felino.

Visando sempre o bem estar animal, a mudança comportamental está intrinsicamente ligada com a saúde animal, onde garantir o bem estar animal, conforto e minimizar situações de estresse significa minimizar disfunções do sistema imunológico e alterações fisiológicas que poderiam levar a um estado patológico.

A música espécie-específica entra como mais uma ferramenta para auxiliar no bem estar felino, aumentando o senso de segurança em casa e minimizando comportamentos indesejados.

Conheça o Music for cats 😉 http://www.musicforcats.com/

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Double Defense, o que é?

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Protocolo Double Defense (defesa dupla) é uma abordagem multimodal que a organização mundial de saúde recomenda para os humanos, principalmente para doenças como Zika e Chikungunya e que deve ser abraçada na medicina veterinária. A estratégia multimodal visa combater o desenvolvimento da doença no animal e minimizar as chances de transmissão do patógeno pelos vetores. Essa abordagem pode ser utilizada em algumas das principais enfermidades transmitidas por vetores nos animais domésticos, como a dirofilariose e a leishmaniose.

No caso da dirofilariose (verme do coração), o protocolo baseia-se na prevenção antihelmíntica mensal no cão e no bloqueio da transmissão do patógeno através dos mosquitos vetor. Por anos a prevenção da dirofilariose consistiu apenas no uso de preventivos a base de lactonas macrocíclicas, o qual atua impedindo o desenvolvimento das microfilárias no animal. Esperava-se que com as lactonas macrocíclicas sendo utilizadas desde 1980 a dirofilariose canina estaria controlada, porém a situação atual é completamente oposta a esperada. Com isso, pesquisadores e veterinários começaram a trabalhar com uma estratégia na qual consistia em adicionar uma proteção ao animal.

A sociedade americana de dirofilariose (AHS) assim como os maiores expertises da área, recomendam uma abordagem multimodal com o controle do verme e do vetor através de produtos tópicos – repelentes e inseticidas – fazendo assim uma barreira dupla contra esta infecção.

‘‘Controlar o vetor é considerado como uma estratégia ouro na prevenção das doenças transmitidas por vetores artrópodes, além de assegurar a saúde humana, minimizando a transmissão das zoonoses.’

Contra a leishmaniose, a defesa dupla consiste na administração da vacina recombinante LeishTec – única vacina aprovada no Brasil e o uso do um produto tópico repelente.  Visando o bem estar animal e a prevenção de enfermidades possivelmente fatais, o protocolo double defense atua com uma proteção interna – imunização – e uma proteção externa – inibindo a transmissão da leishmaniose pelo vetor (flebótomo), através da utilização de produtos com ação repelente e inseticida.

Em resumo, o protocolo double defense contra dirofilariose e leishmaniose, consiste em uma proteção dupla – interna, com preventivo oral (dirofilariose) ou vacinação (leishmaniose), e a proteção externa, com produto tópico repelente contra os mosquitos. Dessa forma, o protocolo atua inibindo o desenvolvimento da doença e inibindo a transmissão do patógeno, garantindo a segurança e o bem estar do seu animal.