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Gastroenterite Parasitária – Trichuris vulpis

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As gastroenterites parasitárias ou também conhecida popularmente como “verminoses” constituem um problema na clínica de cães e gatos pela sua alta prevalência e por serem, algumas delas, consideradas zoonoses. Os principais helmintos de interesse médico veterinário podem ser divididos em dois Filos – o Filo Nemathelmintes, que compreende os nematódeos, e o Filo Platyhelminthes, formado pelos cestódeos e trematódeos.

Os diferentes helmintos que causam verminoses podem se alojar e migrar para diferentes tecidos e órgãos na sua fase adulta, havendo assim diferentes manifestações clínicas.

Dentre essas endoparasitoses, há o T. vulpis, considerado como é um verme grande, que, quando adulto mede de 4,5 a 7,5 cm e habita o intestino grosso, T. vulpis não é considerado como uma zoonose porém é de notória importância na clínica de pequenos animais devido a sua abrangência geográfica  especialmente em locais de clima úmido e quente. Sua transmissão se da através da via fecal-oral (solo e águas contaminados com os ovos do parasita) e devido a alta resistência dos ovos do T. vulpis, podem permanecer viável durante anos em local com boa umidade e proteção de radiação solar.

Endoparasitose causada por T. vulpis muitas vezes são leves e assintomáticas, porém nos casos de infestações maciças, a verminose pode causar alguns danos à saúde dos cães, como apresentação de um quadro de dor e distensão abdominal, diarréia aquosa, com presença de muco ou sangue, perda de peso e desidratação. O quadro ainda pode ser mais severo em animais jovens com alta contagem de parasitas, podendo evoluir para um  quadro de prolapso retal.

O diagnóstico é estabelecido mediante a comprovação da presença de ovos típicos nas fezes de cães por provas de flutuação fecal.

Para prevenir uma essa endoparasitose recomenda-se a avaliação periódica de exames de fezes pelos veterinários além da vermifugação trimestral a base de vermífugos de amplo espectro que combatam esse nematódeo, e por fim,  melhorar as condições ambientais mediante a eliminação adequada dos excrementos para evitar a contaminação da água e do solo.

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Toxoplasmose x Gatos

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Toxoplasmose é um parasita intracelular obrigatório de distribuição global, que acomete diversas espécies na escala zoológica. O protozoário Toxoplasma gondii tem como hospedeiro intermediário os seres humanos, cães e demais animais de sangue quente e hospedeiro definitivo os felídeos.

A toxoplasmose é uma zoonose de grande importância na saúde pública, onde se estima que 1/3 da população mundial esteja infectada cronicamente com o parasito. A maior preocupação na saúde pública reside no fato desta zoonose está relacionado com alterações neonatais. A transmissão do T. gondii pode ocorrer de três formas: Fecal-oral, através da presença de oocistos liberados por gatos infectados em água contaminada, no solo, areia, frutas e verduras, outra forma de transmissão é através da ingestão de oocistos onde ocorre principalmente no consumo de carne crua ou mal cozida contendo oocistos do T. gondii e por fim pode-se haver também transmissão transplacentária.

O felino é considerado como hospedeiro definitivo desse protozoário eliminando altos títulos de oocistos nas fezes quando infectados, porém essa eliminação dos oocistos ocorre na forma não infectante, onde os oocistos que dependem da temperatura e umidade se esporulam (evoluem) para forma infectante em até 3 dias.

Apesar dos gatos serem responsáveis pela transmissão da doença por eliminar os oocistos nas fezes, o ser humano raramente adquire a toxoplasmose pelo contato direto com felinos. As formas mais comuns de humanos adquirirem a doença é pelo consumo de carnes cruas ou mal cozidas, frutas, verduras e através da ingestão de água contaminadas.

Os oocistos esporulados podem sobreviver até 18 meses no ambiente em condições adversas e são bastante resistentes a detergentes.

A fim de evitar que os felinos liberem oocistos no ambiente recomenda-se não alimentar os gatos com produtos cárneos crus ou mal cozidos, dessa forma o protozoário não consegue concluir seu ciclo, além de manter a caixa de areia sempre limpa evitando assim a esporulação de um suposto oocisto liberado pelos felídeos.

Para os humanos alguns cuidados básicos devem ser seguidos para evitar a doença, evitar carnes crua ou má cozida e evitar ingestão de alimentos que não foram previamente higienizados.

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Música para gatos?

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A música sempre esteve onipresente na sociedade humana, onde às primeiras imitações sonoras do homem da pré-história, foram unicamente através do som dos movimentos corporais acompanhados de sons vocais. Com o passar dos anos houve um avança nas músicas, acrescentando as melodias, harmonias musicais e diversos instrumentos. Atualmente a música está difundida por todos os 193 países existentes, classificada em diversos gêneros musicais.

Dentro de cada gênero musical, há algumas características específicas em cada um deles, como: acalmar, entusiasmar, entre outras, características capazes de mover e moldar o comportamento humano. Do ponto de vista físico, a audição humana é limitada aos sons compreendidos por aqueles gerados por fenômenos vibratórios que estejam entre a faixa de 20 a 20.000 oscilações por segundo. Devido à ciência existente por trás da música e influência nos comportamentos humanos a música começou a ser estudada e utilizada na medicina veterinária.

O aumento de gatos como animais de companhia é um fenômeno mundial e a inclusão de um novo membro ao lar pode implicar em algumas mudanças comportamentais. Atualmente sabe-se que os sentidos dos felinos são extremamente aguçados, principalmente a visão, audição e o olfato. Sabendo que a audição felina tem um alcance de 30 a 45.000 Hz, pesquisadores iniciaram uma série de estudos para saber o quanto a música poderia influenciar o comportamento desses felinos.

Dr. Snowdon, autor do artigo “Cats Prefer Species-Appropriate Music”, em seu estudo afirma que cada espécie tem uma resposta biológica intuitiva aos sons baseados em seu desenvolvimento cerebral e vocalizações. Neste estudo Dr. Snowdon realizou uma avaliação entre músicas gênero espécie-específico para gatos com músicas que moldam o comportamento humano (principalmente música clássica). O estudo demonstra o quanto músicas espécie-específicas com o compasso e o tempo da música correto podem auxiliar no enriquecimento comportamental felino.

Visando sempre o bem estar animal, a mudança comportamental está intrinsicamente ligada com a saúde animal, onde garantir o bem estar animal, conforto e minimizar situações de estresse significa minimizar disfunções do sistema imunológico e alterações fisiológicas que poderiam levar a um estado patológico.

A música espécie-específica entra como mais uma ferramenta para auxiliar no bem estar felino, aumentando o senso de segurança em casa e minimizando comportamentos indesejados.

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Double Defense, o que é?

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Protocolo Double Defense (defesa dupla) é uma abordagem multimodal que a organização mundial de saúde recomenda para os humanos, principalmente para doenças como Zika e Chikungunya e que deve ser abraçada na medicina veterinária. A estratégia multimodal visa combater o desenvolvimento da doença no animal e minimizar as chances de transmissão do patógeno pelos vetores. Essa abordagem pode ser utilizada em algumas das principais enfermidades transmitidas por vetores nos animais domésticos, como a dirofilariose e a leishmaniose.

No caso da dirofilariose (verme do coração), o protocolo baseia-se na prevenção antihelmíntica mensal no cão e no bloqueio da transmissão do patógeno através dos mosquitos vetor. Por anos a prevenção da dirofilariose consistiu apenas no uso de preventivos a base de lactonas macrocíclicas, o qual atua impedindo o desenvolvimento das microfilárias no animal. Esperava-se que com as lactonas macrocíclicas sendo utilizadas desde 1980 a dirofilariose canina estaria controlada, porém a situação atual é completamente oposta a esperada. Com isso, pesquisadores e veterinários começaram a trabalhar com uma estratégia na qual consistia em adicionar uma proteção ao animal.

A sociedade americana de dirofilariose (AHS) assim como os maiores expertises da área, recomendam uma abordagem multimodal com o controle do verme e do vetor através de produtos tópicos – repelentes e inseticidas – fazendo assim uma barreira dupla contra esta infecção.

‘‘Controlar o vetor é considerado como uma estratégia ouro na prevenção das doenças transmitidas por vetores artrópodes, além de assegurar a saúde humana, minimizando a transmissão das zoonoses.’

Contra a leishmaniose, a defesa dupla consiste na administração da vacina recombinante LeishTec – única vacina aprovada no Brasil e o uso do um produto tópico repelente.  Visando o bem estar animal e a prevenção de enfermidades possivelmente fatais, o protocolo double defense atua com uma proteção interna – imunização – e uma proteção externa – inibindo a transmissão da leishmaniose pelo vetor (flebótomo), através da utilização de produtos com ação repelente e inseticida.

Em resumo, o protocolo double defense contra dirofilariose e leishmaniose, consiste em uma proteção dupla – interna, com preventivo oral (dirofilariose) ou vacinação (leishmaniose), e a proteção externa, com produto tópico repelente contra os mosquitos. Dessa forma, o protocolo atua inibindo o desenvolvimento da doença e inibindo a transmissão do patógeno, garantindo a segurança e o bem estar do seu animal.

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Adaptil no Consultório Veterinário

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Para muitos cães a ida ao veterinário é considerada uma situação desafiadora, seja para uma consulta de rotina, uma avaliação clínica minuciosa, um procedimento cirúrgico ou internamento, todas essas situações por não estarem acostumados deixam os cães inseguros e incomodados. Muitos cães consideram essa visita como uma situação de estresse agudo, preparando-se para uma reação conhecida como fuga ou luta (reação fisiológica que ocorre na presença de algo que é aterrorizante ou ameaçador). Essa reação instintiva que o cão tem, pode resultar em um ato agressivo, entre um ranger dos dentes até uma mordedura ou um avanço no veterinário ou no próprio tutor.

Os cães associam algumas práticas veterinárias com prévias experiências, consideradas por eles como memórias e experiências negativas. Estarem contidos com a incapacidade de sair do consultório, serem examinados sem saber o que está acontecendo ou pode vir a acontecer – muitas vezes em situações dolorosas – justifica alguns sinais que os cães apresentam ao chegar a um consultório como, medo e ansiedade.

A resposta dos animais domésticos a estímulos e desafios é bastante evidente fisiologicamente, onde a frequência cardíaca, pressão sanguínea, frequência respiratória, fluxo sanguíneo aórtico e fluxo sanguíneo arterial coronariano, podem alterar em questões de segundos.

A utilização de estratégias para minimizar o estresse desses cães na sala de espera, no consultório e no internamento veterinário é uma estratégia importante visando o bem estar animal, a mudança comportamental está intrinsicamente ligada com a saúde animal, onde garantir o bem estar animal, conforto e minimizar situações de estresse, ansiedade e medo significa minimizar as disfunções do sistema imunológico e alterações fisiológicas que poderiam resultar em um estado agressivo do cão.

Adaptil™ Difusor auxilia os cães em diversas situações desafiadoras. A utilização contínua do Adaptil Difusor na sala de espera, consultório e internamento veterinário é uma prática que está sendo utilizada por diversos médicos veterinários, sendo respaldada por materiais científicos publicados como auxilio para ajudar os cães a ficarem mais confortáveis durante situações desafiadoras.

ADAPTIL™ é um análogo sintético do odor materno que ajuda os cães a se sentirem seguros e protegidos no ambiente, durante situações desafiadoras.

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Feliway no Consultório Veterinário

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Para muitos gatos a ida ao veterinário é considerada uma situação desafiadora, seja para uma consulta de rotina, uma avaliação clínica minuciosa, um procedimento cirúrgico ou internamento. Os felídeos são predadores topo de cadeia, metódicos, possessivos e territorialistas, não estando habituados a mudanças. Qualquer mudança, como a ida ao veterinário pode ser considerada um fator estressor, alterando sua rotina e gerando as mudanças psicológicas e comportamentais.

Muitos gatos consideram essa visita como uma situação muito desafiadora, preparando-se para uma reação conhecida como fuga ou luta (reação fisiológica que ocorre na presença de algo que é aterrorizante ou ameaçador).

Felinos associam algumas práticas veterinárias com prévias experiências, consideradas por eles como memórias e experiências negativas. Estarem contidos com a incapacidade de sair do consultório, serem examinados sem saber o que está acontecendo ou pode vir a acontecer – muitas vezes em situações dolorosas – serem internados ou passar por procedimentos cirúrgicos justificam alguns sinais que os gatos podem apresentam a chegar a um consultório como, medo e ansiedade.

A resposta dos animais domésticos a estímulos e desafios é bastante evidente fisiologicamente, onde a frequência cardíaca, pressão sanguínea, frequência respiratória, fluxo sanguíneo aórtico e fluxo sanguíneo arterial coronariano, podem alterar em questões de segundos.

A utilização de estratégias para minimizar o estresse dos gatos na sala de espera, no consultório e no internamento veterinário é uma estratégia importante visando o bem estar animal. A mudança comportamental está intrinsicamente ligada com a saúde animal, onde garantir o bem estar animal, conforto e minimizar situações de estresse, ansiedade e medo significa minimizar as disfunções do sistema imunológico e alterações fisiológicas que poderiam resultar em um estado de agressividade.

Feliway Classic Difusor auxilia os felinos a enfrentarem diversas situações desafiadoras. A utilização contínua do Feliway Classic Difusor na sala de espera, consultório e internamento veterinário é uma prática que está sendo utilizada por diversos médicos veterinários, sendo respaldada por materiais científicos publicados como auxilio para ajudar os gatos a ficarem mais confortáveis durante situações desafiadoras.

Feliway Classic é um análogo sintético do odor materno que ajuda os gatos a se sentirem seguros e protegidos em ambientes, durante situações desafiadoras.

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Estudo duplo-cego para avaliar o uso entre Adaptil™ e Placebo no ambiente de treinamento de Cães-Guias

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Um estudo duplo-cego com um grupo placebo foi realizado em uma Escola de Cães-Guias para avaliar quanto o análogo sintético do odor materno no ambiente influenciaria no treinamento de cães até tornarem-se qualificados como cão guia. O treinamento consiste em 16  meses, onde os cães ficam em um canil específico sendo expostos a diferentes desafios. Após o treinamento, esses cães são muitas vezes adotados imediatamente, sendo considerada uma mudança abrupta, de um canil para uma residência. Para melhorar na adaptação, Adaptil™ difusor ou placebo foi oferecido durante um período para 39 cães, onde em um dos difusores havia placebo enquanto que no outro havia o análogo sintético do odor materno. Os cães tinham acesso ao Adaptil ou ao placebo no ambientes nos períodos de descanso pós-treino e durante a noite (10 a 13 horas por dia). Todos os treinadores afirmaram observar uma melhora na sociabilidade, adaptação e obediência dos cães expostos ao ambiente com o análogo sintético do odor materno.

 

Resultados

 

Todos os cães do grupo que utilizou Adaptil ™ apresentaram uma melhora na sociabilidade, adaptação e obediência. Ao comparar o grupo Adaptil ™ x grupo Placebo, observou que o grupo Adaptil obteve resultados 20% melhores que o grupo placebo em se tratando ao grau de aprendizagem e alguns sinais de sociabilidade, adaptação e obediência.

 

Conclusão

 

Após esse estudo podemos afirmar que Adaptil no ambiente, auxilia no desempenho dos cães em treinamento, melhorando a taxa de aprendizagem, sociabilidade, adaptação e obediência e  minimizando a ansiedade.